Da Cruz à Glória: O Sentido da Vida Cristã
Celebramos a Festa da Transfiguração do Senhor. Nesse momento, Jesus conduz Pedro, Tiago e João ao alto do Monte Tabor. Lá, Ele revela a Sua glória, majestade e realeza. Diante de tanto esplendor, os discípulos ficaram maravilhados. Por isso, desejaram permanecer naquele lugar para sempre.
Nesta Quinta-feira de Adoração, estamos reunidos no Santuário do Pai das Misericórdias. O santuário fica sobre uma montanha em Cachoeira Paulista (SP). Recordamos hoje uma profecia fundante da Canção Nova. Segundo essa promessa, multidões viriam a este monte para escutar o Senhor. Elas viriam contemplar a Sua glória e permanecer na Sua presença.
O Monte Tabor e as Marcas do Cristão: Cruz e Sacrifício
Antes de manifestar Sua glória, Jesus anunciou Sua Paixão aos discípulos. Ele falou sobre os sofrimentos que enfrentaria em breve. Além disso, convidou a todos para segui-Lo pelo mesmo caminho. O seguimento a Nosso Senhor exige duas marcas fundamentais: a cruz e o sacrifício.
Não há como fugir dessa realidade na vida. Muitos procuram caminhos focados apenas em prazeres e facilidades. Porém, não existe nenhum lugar na Terra isento de lutas. O caminho cristão exige assumir a própria vocação. Precisamos abraçar a cruz e o sacrifício diariamente.
A Cruz É o Meio; a Glorificação É o Fim
A cruz e o sacrifício são inevitáveis. Contudo, eles não são o objetivo final da nossa vida. São Tomás de Aquino nos ensina uma grande lição. Para caminhar retamente, precisamos conhecer com clareza o nosso destino. O saudoso Padre Léo também lembrava essa verdade. Ele dizia: “Quem não sabe onde quer chegar, não chega a lugar nenhum.”
O Senhor revelou Sua glória no Monte Tabor com um objetivo claro. Ele queria que os discípulos mantivessem o olhar fixo na meta. A finalidade do cristão não é a dor nem o sepulcro. Nosso objetivo é a glorificação e a ressurreição. Nós passamos pelas tribulações do dia a dia. No entanto, a nossa meta final está no Céu, junto de Deus.
O Perigo de um Cristianismo Sem Cruz
Muitas pessoas sentem a tentação de facilitar o cristianismo. Elas buscam uma fé confortável e ajustada aos costumes do mundo. Porém, o Papa Paulo VI fez um alerta importante. Não existe cristianismo sem cruz, nem salvação sem sacrifício. Tentar retirar as exigências do Evangelho cria apenas ilusões e enfraquece a fé.
A Palavra de Deus e os ensinamentos da Igreja não mudam. Eles não se adequam às nossas vontades passageiras. Nós é que precisamos mudar. Devemos ajustar nossa vida à Verdade de Deus. São Paulo pediu três vezes para Deus retirar o seu “espinho na carne”. O Senhor respondeu: “Basta-te a minha graça.” Quando reconhecemos nossa fraqueza, encontramos a força que vem unicamente de Deus.
Do Getsêmani ao Abraço Definitivo do Pai
Pedro, Tiago e João contemplaram a glória no Monte Tabor. Mais tarde, os mesmos três discípulos presenciaram a agonia de Jesus no Getsêmani. As consolações que recebemos na oração e na Adoração funcionam da mesma forma. Elas nos sustentam quando o caminho se torna difícil e íngreme.
Para quem caminha com fé, o passar dos anos não é uma tragédia. Cada dia vivido com fidelidade encurta a nossa jornada na Terra. Ficamos mais perto do abraço definitivo de Deus no Céu. O segredo da vida é permanecer com Cristo. Devemos assumir a nossa cruz e caminhar com o olhar fixo na eternidade. Assim, alcançaremos a vitória plena.




