{"id":2624609,"date":"2024-08-22T07:00:25","date_gmt":"2024-08-22T10:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/?p=2624609"},"modified":"2024-08-19T08:25:00","modified_gmt":"2024-08-19T11:25:00","slug":"maria-rainha-na-sagrada-liturgia-na-arte-e-na-visao-teologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/formacao\/series\/maria-rainha-na-sagrada-liturgia-na-arte-e-na-visao-teologica\/","title":{"rendered":"Maria Rainha na Sagrada Liturgia, na Arte e na vis\u00e3o Teol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<h4>No artigo anterior, foi considerado o t\u00edtulo de <a href=\"https:\/\/santuario.cancaonova.com\/artigos-religiosos\/maria-rainha-e-padroeira-brasil\/\">\u2018Maria Rainha\u2019<\/a> expresso nos Padres da Igreja e confirmado no ensinamento dos Papas a partir das reflex\u00f5es apresentadas na enc\u00edclica do Papa Pio XII, <em>Ad Caeli Reginam<\/em>, a saber \u2018Para a Rainha do C\u00e9u\u2019, publicada no dia 11 de outubro de 1954. Continuando na an\u00e1lise deste mesmo documento, v\u00e3o ser expostos, a seguir, alguns dados sobre Maria Rainha na Liturgia, na Arte e na vis\u00e3o Teol\u00f3gica.<\/h4>\n<div id=\"attachment_2627365\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2022\/07\/iStock-1277305839-1.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2627365\" class=\"wp-image-2627365 size-large\" src=\"https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2022\/07\/iStock-1277305839-1-600x300.jpeg\" alt=\"Maria Rainha na Sagrada Liturgia, na Arte e na vis\u00e3o Teol\u00f3gica\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2022\/07\/iStock-1277305839-1-600x300.jpeg 600w, https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2022\/07\/iStock-1277305839-1-300x150.jpeg 300w, https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2022\/07\/iStock-1277305839-1-150x75.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2627365\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: internet<\/p><\/div>\n<p><strong>Maria na Liturgia&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>A Sagrada Liturgia, que \u00e9 espelho fiel da doutrina transmitida pelos Santos Padres e da cren\u00e7a do povo crist\u00e3o, cantou por todo o decurso dos s\u00e9culos e canta ainda sem cessar, tanto no Oriente como no Ocidente, as gl\u00f3rias da celestial Rainha (N. 25).<\/p>\n<p>Seguem-se, antes, cita\u00e7\u00f5es de cantos lit\u00fargicos do Oriente. Na festa da Assun\u00e7\u00e3o, celebrada na Liturgia dos Armenos, ressoa este hino: &#8220;\u00d3 M\u00e3e de Deus, hoje \u00e9s transferida para o c\u00e9u sobre os carros dos querubins, os serafins est\u00e3o \u00e0s tuas ordens, e os ex\u00e9rcitos da mil\u00edcia celeste prostram-se diante de ti&#8221; (N. 26).<\/p>\n<p>No rito bizantino, no Domingo depois do Natal, canta-se: &#8220;\u00d3 justo, felic\u00edssimo [Jos\u00e9], pela tua origem real foste escolhido entre todos para esposo da Rainha Imaculada, que dar\u00e1 \u00e0 luz, de modo inef\u00e1vel, a Jesus Rei&#8221;. Sempre no rito bizantino, o famoso hino Ak\u00e1tistos (literalmente \u2018estando de p\u00e9\u2019, porque se canta nesta posi\u00e7\u00e3o), composto no final do V s\u00e9culo e de autor desconhecido, comum entre cat\u00f3licos e ortodoxos, assim se expressa: &#8220;Vou elevar um hino \u00e0 rainha e M\u00e3e de quem, ao celebrar, me aproximarei com alegria, para cantar com exulta\u00e7\u00e3o alegremente as suas gl\u00f3rias. \u00d3 Senhora, nossa l\u00edngua n\u00e3o te pode louvar dignamente, porque tu, que deste \u00e0 luz a Cristo nosso Rei, foste exaltada acima dos serafins&#8230; Salve, rainha do mundo, salve, \u00f3 Maria, senhora de todos n\u00f3s&#8221; (N. 27).<\/p>\n<p>E no Missal et\u00edope, na festa de Maria M\u00e3e de Deus, l\u00ea-se: &#8220;\u00d3 Maria, centro do mundo todo&#8230;Tu \u00e9s maior que os querubins de olhar penetrante, e que os serafins de seis asas&#8230; O c\u00e9u e a terra est\u00e3o cheios da santidade da tua gl\u00f3ria&#8221;. (N. 28).<\/p>\n<p>Lembram-se, depois, passando para a Igreja latina, a antiga e dulc\u00edssima ora\u00e7\u00e3o &#8220;Salve, rainha&#8221;, as alegres ant\u00edfonas &#8220;Ave, \u00f3 rainha dos c\u00e9us&#8221;, &#8220;Rainha do c\u00e9u, alegrai-vos, aleluia&#8221;, e outras que se costumam rezar em v\u00e1rias festas de nossa Senhora, na Liturgia das Horas: &#8220;Colocou-se como rainha \u00e0 tua direita, com vestido dourado e circundada de v\u00e1rios ornamentos&#8221;; &#8220;A terra e o povo cantam o teu poder, \u00f3 rainha&#8221;; &#8220;Hoje, a Virgem Maria sobe ao c\u00e9u: alegrai-vos, porque reina com Cristo para sempre&#8221;. Essas duas \u00faltima invoca\u00e7\u00f5es se encontram na Festa da Assun\u00e7\u00e3o (N. 29). Em seguida, a enc\u00edclica lembra as Ladainhas lauretanas, que levam o povo crist\u00e3o a invocar, todos os dias, Nossa Senhora como Rainha: \u201cRainha dos Anjos, Rainha dos Patriarcas, Rainha dos Profetas, Rainha dos Ap\u00f3stolos, Rainha dos M\u00e1rtires etc.\u201d E, no santo ros\u00e1rio, que se pode chamar coroa m\u00edstica da celeste rainha, j\u00e1, h\u00e1 muitos s\u00e9culos, os fi\u00e9is contemplam, no quinto mist\u00e9rio glorioso, o reino de Maria, que abra\u00e7a o c\u00e9u e a terra (N. 30).<\/p>\n<p><strong>Maria na Arte Sacra<\/strong><\/p>\n<p>Passa-se, em seguida, a lembrar a arte crist\u00e3, int\u00e9rprete natural da espont\u00e2nea e pura devo\u00e7\u00e3o do povo, desde o conc\u00edlio de \u00c9feso (ano 431) que representa Maria como rainha e imperatriz, sentada num trono e adornada com as ins\u00edgnias reais, de coroa na cabe\u00e7a, rodeada da corte dos anjos e santos, como quem domina n\u00e3o s\u00f3 as for\u00e7as da natureza, mas tamb\u00e9m os malignos assaltos de Satan\u00e1s. A iconografia da Virgem Maria como rainha enriqueceu-se em todos os s\u00e9culos com obras de arte de alto m\u00e9rito, chegando at\u00e9 a figurar o divino Redentor no ato de cingir com brilhante coroa a cabe\u00e7a da pr\u00f3pria M\u00e3e (N. 31)<\/p>\n<p>Isso foi confirmado pela atitude dos Papas, que n\u00e3o deixaram de favorecer esta devo\u00e7\u00e3o coroando pessoalmente ou por meio de legados as imagens da Virgem M\u00e3e de Deus, que eram objeto de especial venera\u00e7\u00e3o (N 32). A esse respeito, num sucessivo artigo, iremos considerar como foi realizada a Coroa\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora Aparecida com o t\u00edtulo de Rainha do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Rainha na vis\u00e3o teol\u00f3gica&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>O Documento de Pio XII passa, em seguida, a apresentar os argumentos teol\u00f3gicos em que se funda a dignidade r\u00e9gia de Maria, mais particularmente a maternidade divina de Maria e sua coopera\u00e7\u00e3o na reden\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O principal argumento em que se funda a dignidade r\u00e9gia de Maria \u00e9, sem d\u00favida, a maternidade divina. Na verdade, do Filho que ser\u00e1 dado \u00e0 luz pela Virgem, afirma-se na Sagrada Escritura: &#8220;Chamar-se-\u00e1 Filho do Alt\u00edssimo e o Senhor Deus dar-lhe-\u00e1 o trono de Davi, seu pai; reinar\u00e1 na casa de Jac\u00f3 eternamente, e o seu reino n\u00e3o ter\u00e1 fim&#8221;(Lc 1,32-33); ao mesmo tempo que Maria \u00e9 proclamada &#8220;a M\u00e3e do Senhor&#8221; (Lc 1,43). Daqui se segue, logicamente, que Maria \u00e9 rainha por ter dado a vida a um Filho, que, no pr\u00f3prio instante da sua concep\u00e7\u00e3o, mesmo como homem, era rei e senhor de todas as coisas, pela uni\u00e3o hipost\u00e1tica da natureza humana com o Verbo. Por isso muito bem escreveu S. Jo\u00e3o Damasceno (675-749): &#8220;Tornou-se verdadeiramente senhora de toda a cria\u00e7\u00e3o, no momento em que se tornou M\u00e3e do Criador&#8221;. E assim o Arcanjo Gabriel pode ser chamado o primeiro arauto da dignidade real de Maria (N. 33).<\/p>\n<p>Contudo, nossa Senhora deve proclamar-se Rainha, n\u00e3o s\u00f3 pela sua maternidade divina, mas ainda pela parte singular que Deus queria ter na obra da salva\u00e7\u00e3o (N. 34). Ora, ao realizar-se a obra da reden\u00e7\u00e3o, Maria Sant\u00edssima foi intimamente associada a Cristo, e por isso justamente se canta na sagrada liturgia da Festa de Nossa Senhora das Dores: &#8220;Santa Maria, rainha do c\u00e9u e senhora do mundo, estava traspassada de dor, ao p\u00e9 da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo&#8221;.<\/p>\n<p>E o monge Edmero de Cantu\u00e1ria (1060-1126), um dos primeiros proponentes da doutrina da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, que tinha sido disc\u00edpulo de S. Anselmo escreveu: &#8220;Como&#8230; Deus, criando todas as coisas pelo seu poder, \u00e9 Pai e Senhor de tudo, assim Maria, reparando todas as coisas com os seus m\u00e9ritos, \u00e9 m\u00e3e e senhora de tudo: Deus \u00e9 senhor de todas as coisas, constituindo cada uma delas na sua pr\u00f3pria natureza pela voz do seu poder, e Maria \u00e9 Senhora de todas as coisas, reconstituindo-as na sua dignidade primitiva pela gra\u00e7a, que lhes mereceu&#8221;. De fato, ir\u00e1 afirmar mais tarde o jesu\u00edta espanhol Francisco Suarez (1548-1617): &#8220;Como Cristo, pelo t\u00edtulo particular da reden\u00e7\u00e3o, \u00e9 nosso senhor e nosso rei, assim a bem-aventurada Virgem [\u00e9 senhora nossa] pelo singular concurso, prestado a nossa reden\u00e7\u00e3o, subministrando a sua subst\u00e2ncia e oferecendo voluntariamente por n\u00f3s o Filho Jesus, desejando, pedindo e procurando de modo singular a nossa salva\u00e7\u00e3o\u201d (N. 35).<\/p>\n<p>A partir dessas premissas afirma-se que, se Maria, na obra da salva\u00e7\u00e3o espiritual, foi associada por vontade de Deus a Jesus Cristo, princ\u00edpio de salva\u00e7\u00e3o, e o foi quase como Eva foi associada a Ad\u00e3o, princ\u00edpio de morte, podendo-se afirmar que a nossa reden\u00e7\u00e3o se realizou, conforme escreveu S. Irineu (130-202), uma &#8220;recapitula\u00e7\u00e3o&#8221;, pela qual o g\u00eanero humano, sujeito \u00e0 morte por causa duma virgem, salva-se tamb\u00e9m por meio duma virgem; conclui-se legitimamente que como Cristo, o novo Ad\u00e3o, deve-se chamar rei n\u00e3o s\u00f3 porque \u00e9 Filho de Deus, mas tamb\u00e9m porque \u00e9 nosso redentor, assim, segundo certa semelhan\u00e7a, pode-se afirmar tamb\u00e9m que a bem-aventurada Virgem Maria \u00e9 rainha, n\u00e3o s\u00f3 porque \u00e9 M\u00e3e de Deus, mas ainda porque, como nova Eva, foi associada ao novo Ad\u00e3o (N. 36)<\/p>\n<p>Em seguida, o Documento ressalta que, no sentido pleno, pr\u00f3prio e absoluto, somente Jesus Cristo, Deus e homem, \u00e9 rei; mas tamb\u00e9m Maria \u2013 de maneira limitada e segundo certa semelhan\u00e7a, como M\u00e3e de Cristo-Deus e como associada \u00e0 obra do divino Redentor, \u00e0 sua luta contra os inimigos e ao triunfo deles obtido participa da dignidade real&#8230;.Dessa mesma uni\u00e3o com Cristo nasce aquele poder real, pelo qual ela pode dispensar os tesouros do reino do Redentor divino; finalmente, da mesma uni\u00e3o com Cristo se origina a inexaur\u00edvel efic\u00e1cia da sua intercess\u00e3o junto do Filho e do Pai (N. 37).<\/p>\n<p><strong>No final do Documento, Pio XII determina que seja celebrada a Festa de Maria rainha cada ano e em todo o mundo. No calend\u00e1rio atual a data desta festa \u00e9 o dia 22 de agosto, exatamente uma semana depois da Solenidade da Assun\u00e7\u00e3o de Maria ao C\u00e9u.<\/strong> No fundo, se na ressurrei\u00e7\u00e3o celebra-se, em Cristo, a passagem da morte para a vida e na Ascens\u00e3o ao sua glorifica\u00e7\u00e3o, pois \u2018todo poder foi dado a Ele no c\u00e9u e na terra\u2019 (Mt 28,18), de maneira correspondente na festa da Assun\u00e7\u00e3o celebra-se a passagem da morte para a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Maria, e na festa de Maria Rainha \u2018a participa\u00e7\u00e3o daquela efic\u00e1cia pela qual justamente se afirma que o seu divino Filho e nosso Redentor reina na mente e na vontade dos homens\u2019 (N. 40). De fato, pela ressurrei\u00e7\u00e3o, Jesus foi entronizado \u00e0 direita do Pai como rei messi\u00e2nico, e tamb\u00e9m Maria, assunta \u00e0 gl\u00f3ria celeste, senta-se como rainha ao lado do Filho e exerce sua fun\u00e7\u00e3o r\u00e9gia de maneira plena e efetiva.<\/p>\n<div id=\"attachment_423665\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2016\/08\/madonna-del-magnificat-botticelli-1480-81.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-423665\" class=\"wp-image-423665 size-large\" src=\"https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2016\/08\/madonna-del-magnificat-botticelli-1480-81-600x300.jpg\" alt=\"Maria Rainha na Sagrada Liturgia, na Arte e na vis\u00e3o Teol\u00f3gica\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2016\/08\/madonna-del-magnificat-botticelli-1480-81-600x300.jpg 600w, https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2016\/08\/madonna-del-magnificat-botticelli-1480-81-300x150.jpg 300w, https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2016\/08\/madonna-del-magnificat-botticelli-1480-81-150x75.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-423665\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: internet<\/p><\/div>\n<p>O fundamento disso \u00e9 que, tendo o Senhor Jesus prometido associar a sua realeza os seus disc\u00edpulos, isso deve ser entendido de modo especial para a sua m\u00e3e, pois \u201cSe com ele morremos, com ele tamb\u00e9m viveremos, se com ele perseveramos, com ele tamb\u00e9m reinaremos\u201d (2 Tm,11-12). E, na mesma linha, lemos: \u201cV\u00f3s que me seguistes, sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel\u201c (Mt 19,28; par. Lc 22,28-30); e \u201cAo vencedor concederei sentar-se comigo no meu trono\u201d (Ao 3,21).<\/p>\n<p>Portanto, em virtude do mesmo Esp\u00edrito que a tornou perfeitamente conforme a Cristo, seu Senhor, ela se transforma, por sua vez, em canal de gra\u00e7a. E, embora considerando que as reflex\u00f5es aqui apresentadas sobre Maria Rainha foram desenvolvidas depois da \u00e9poca apost\u00f3lica na qual foi escrito o Novo Testamento, tanto a Sagrada Escritura, quanto a Tradi\u00e7\u00e3o, o Magist\u00e9rio e a Teologia apresentam fundamentos s\u00f3lidos para a devo\u00e7\u00e3o a Maria-Rainha na Igreja.<\/p>\n<p>Bento XVI, na festa de Maria Rainha de 2012, assim se expressou: \u201cComo exerce Maria esta realeza de servi\u00e7o e amor? Velando sobre n\u00f3s, seus filhos: os filhos que se dirigem a Ela na ora\u00e7\u00e3o, para lhe agradecer ou para lhe pedir a sua tutela maternal e a sua ajuda celestial, talvez depois de se ter extraviado pelo caminho, oprimidos pela dor ou ang\u00fastia, pelas vicissitudes tristes e dif\u00edceis da vida. Na serenidade ou na escurid\u00e3o da exist\u00eancia, dirijamo-nos a Maria confiando-nos \u00e0 sua intercess\u00e3o continua, porque do Filho nos possa alcan\u00e7ar toda a gra\u00e7a e miseric\u00f3rdia necess\u00e1rias para o nosso peregrinar ao longo das sendas do mundo. \u00c0quele que rege o mundo e tem nas suas m\u00e3os o destino do universo dirijamo-nos confiantes, por meio da Virgem Maria. Ela, desde h\u00e1 s\u00e9culos, \u00e9 invocada como Rainha celeste dos C\u00e9us; oito vezes, depois da recita\u00e7\u00e3o do santo Ros\u00e1rio, \u00e9 implorada nas ladainhas lauretanas como Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Ap\u00f3stolos, dos M\u00e1rtires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos e das Fam\u00edlias. O ritmo destas antigas invoca\u00e7\u00f5es e preces di\u00e1rias, como a Salve Regina, ajuda-nos a compreender que a Virgem Santa, como nossa M\u00e3e ao lado do Filho Jesus na gl\u00f3ria do C\u00e9u, est\u00e1 sempre conosco, no curso quotidiano da nossa vida\u201d.<\/p>\n<h6>Refer\u00eancias<\/h6>\n<h6>BENTO XVI. Audi\u00eancia Geral. 22 ago. 2012. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/audiences\/2012\/documents\/hf_ben-xvi_aud_20120822.html. Aceso em 21 jun. 2022.<\/h6>\n<h6>IWASHITA, Pedro. A realeza de Maria na devo\u00e7\u00e3o da Igreja: fundamentos b\u00edblico-teol\u00f3gicos. In: DELGADO, Jos\u00e9 Luiz Majella (coord.). A Realeza de Maria: I Congresso Mariol\u00f3gico de Aparecida. Aparecida: Santu\u00e1rio, 2004. p. 10-16.<\/h6>\n<h6>MEO, Salvatore; DE FIORES, Stefano (org.). Dicion\u00e1rio de Mariologia. Tradu\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro A. Cunha et al. S\u00e3o Paulo: Paulus, 1986.<\/h6>\n<h6>PIO XII, Papa. Carta Enc\u00edclica \u2018Ad Caeli Reginam\u2019. 11 out. 1954. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.vatican.va\/content\/pius-xii\/pt\/encyclicals\/documents\/hf_p-xii_enc_11101954_ad-caeli-reginam.html. Acesso em 14 jun. 2022.<\/h6>\n<p><strong>Lino Rampazzo<\/strong><br \/>\nDoutor em teologia e professor no Curso de Teologia da Faculdade Can\u00e7\u00e3o Nova<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Vaf1zS859PwQViiRwT0r\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3335358\" src=\"https:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/12\/2024\/08\/WhatsApp-Image-2024-08-06-at-14.01.03-600x100.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"100\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No artigo anterior, foi considerado o t\u00edtulo de \u2018Maria Rainha\u2019 expresso nos Padres da Igreja e confirmado no ensinamento dos Papas a partir das reflex\u00f5es apresentadas na enc\u00edclica do Papa Pio XII, Ad Caeli Reginam, a saber \u2018Para a Rainha&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":175,"featured_media":3344569,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,503],"tags":[1679,173,1672,401],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2624609"}],"collection":[{"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/175"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2624609"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2624609\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3347795,"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2624609\/revisions\/3347795"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3344569"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2624609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2624609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/santuario\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2624609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}