{"id":223,"date":"2008-02-06T00:00:00","date_gmt":"2008-02-06T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/padrejonas.cancaonova.com\/noticias\/como-a-comunidade-cancao-nova-nasceu\/"},"modified":"2008-02-06T00:00:00","modified_gmt":"2008-02-06T03:00:00","slug":"como-a-comunidade-cancao-nova-nasceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/admin-especiais.cancaonova.com\/monsenhor\/informativos\/artigos\/como-a-comunidade-cancao-nova-nasceu\/","title":{"rendered":"Como a Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova nasceu!"},"content":{"rendered":"<p>Nunca pretendi \u0093fundar\u0094 ou ser \u0093fundador\u0094. De certa maneira, essa id\u00e9ia at\u00e9 me repugnava. Simplesmente fui sendo d\u00f3cil \u00e0 condu\u00e7\u00e3o de Deus, que, hoje foi \u0093vigorosa\u0094.<\/p>\n<div id='foto' style=\"width:370px; margin:0 auto; padding-left:0px; padding-right:0px; padding-top:10px; padding-bottom:10px; float:none; \">\n<div id='foto'><!--ABRE LINK DA FOTO--><img src='http:\/\/www.cancaonova.com\/portal\/arquivos\/fotos\/2008\/fevereiro\/06_fundador_1' width='370' height='250' border='0' \/><!--FECHA LINK DA FOTO--><\/div>\n<div id='texto' style=\"padding:6px; background-color:#ebebeb; font-family:'Trebuchet MS'; font-size:12px; text-align:center; color:#535353;\"><!--TEXTO DA FOTO-->Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova<!--TEXTO DA FOTO--><\/div>\n<\/div>\n<p>Deus me puxou e me empurrou muitas e muitas vezes. Penso que fui sempre muito \u0093respeitado\u0094 em minha liberdade, mas que Deus andava com passos firmes \u00e0 minha frente. Ela abria caminhos que eu n\u00e3o imaginava e pelos quais me via entrando. Dizendo hoje que a Can\u00e7\u00e3o Nova \u00e9 uma \u0093funda\u00e7\u00e3o\u0094, afirmo que \u0093foi Deus quem a fundou\u0094: Ele tinha des\u00edgnios a respeito dela; Ele a plantou, a fez crescer, a direcionou, podou, ampliou, a fez produzir frutos, a fez sinal, ponto de atra\u00e7\u00e3o&#8230; Foi Ele, sempre Ele, tudo Ele, quem fez.<\/p>\n<p>Devo admitir que fui colocado na \u0093origem\u0094 de tudo, na base&#8230; S\u00f3 assim posso admitir que sou \u0093fundador\u0094. Deus me p\u00f4s na origem, na raiz, no cora\u00e7\u00e3o, no fundamento. Ele me fez fundador.<\/p>\n<p>Olhando minha hist\u00f3ria, que \u00e9 a da Can\u00e7\u00e3o Nova, me vejo como um menino que a muito custo consegue acompanhar as passadas do Pai. Menino que n\u00e3o entende quase nada do que est\u00e1 fazendo e para onde est\u00e1 indo, mas vai. Vai porque confia. Olhando a hist\u00f3ria, vejo que me desviei, escorreguei, ca\u00ed, voltei, corri na frente, me atrasei&#8230; Mas sempre havia <b>uma m\u00e3o forte de Pai,<\/b> e o caminho ia sendo feito.<\/p>\n<p>Acompanhou-me uma<b> intui\u00e7\u00e3o <\/n>de que eu n\u00e3o era feito para ser sozinho; de que eu-era-com-outros.<\/b><\/p>\n<p>Pessoas vieram e pessoas se foram; muitas quiseram viver e trabalhar comigo&#8230; passaram pela minha vida. Agrade\u00e7o a Deus porque as p\u00f4s em meu caminho. Agrade\u00e7o a elas porque todas tiveram sua parte importante, muitas marcaram minha vida, minha caminhada. Mas&#8230; n\u00e3o eram ainda as pessoas com quem, nos des\u00edgnios de Deus, eu deveria <b>permanentemente com + viver e co + laborar<\/b>.<\/p>\n<p>V\u00e1rios fatos prepararam o <b>\u0093nascimento da Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova\u0094.<\/b> Mas defino como momento do <b>\u0093nascimento\u0094<\/b> o dia em que Dom Ant\u00f4nio, bispo de Lorena (SP) na \u00e9poca, me chamou ao seu escrit\u00f3rio. Ele estava com o livro da <i>&#8220;Evangelli Nuntiandi<\/i>: Evangeliza\u00e7\u00e3o no Mundo Contempor\u00e2neo&#8221;. Ent\u00e3o come\u00e7ou a me falar sobre esse documento, que fora publicado pelo Papa Paulo VI, em 8 de dezembro de 1975.<\/p>\n<p>Em 1974 houve o s\u00ednodo. Depois o Pont\u00edfice preparou o texto e o mandou para todos os bispos. Dom Ant\u00f4nio o tinha acabado de ler. Estava muito impressionado. Ele me disse: \u0093Padre Jonas, o que o Papa fala aqui \u00e9 totalmente verdade. \u00c9 preciso evangelizar, a hora \u00e9 de evangelizar\u0094.<\/p>\n<p>Eu via Dom Ant\u00f4nio realmente tocado e inspirado. Ele pegou um artigo, que j\u00e1 havia reservado, e o leu para mim:<\/p>\n<p><i>\u0093Verifica-se que as condi\u00e7\u00f5es do mundo atual tornam cada vez mais urgente o ensino catequ\u00e9tico, sob a forma de um catecumenato, para numerosos jovens e adultos que, tocados pela gra\u00e7a, descobrem pouco a pouco o rosto de Cristo e experimentam a necessidade de a Ele se entregar\u0094 (EM 44)<\/i><\/p>\n<p>Dom Ant\u00f4nio me disse:<b> \u0093J\u00e1 que voc\u00ea trabalha com jovens, \u00e9 mais f\u00e1cil fazer isso com eles. Comece alguma coisa. H\u00e1 muito para se fazer. Mas temos de come\u00e7ar por alguma coisa. Ent\u00e3o comece por isto\u0094.<\/b><\/p>\n<p>Cada vez que volto a esse artigo, fico admirado como isso aconteceu ao p\u00e9 da letra. Eu disse para Dom Ant\u00f4nio que via em suas palavras uma inspira\u00e7\u00e3o; e ainda: \u0093N\u00e3o sei o que fazer. Vou rezar e lhe trago uma resposta\u0094.<\/p>\n<p>Parei e rezei. Em seguida, voltei a ele com um esquema. Como ele havia citado para mim a palavra <b>\u0093Catecumenato\u0094<\/b>, dei esse nome ao curso que preparamos. Era realmente um curso de catequese; n\u00e3o de catecismo de primeira comunh\u00e3o, mas um curso de catequese para jovens.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><\/div>\n<p><\/p>\n<p>O documento do Papa Paulo VI foi publicado em 8 de dezembro de 1975. N\u00e3o me lembro bem se Dom Ant\u00f4nio teve aquela conversa comigo no final de 1975 ou no come\u00e7o de 1976. Gra\u00e7as a Deus, na Semana Santa est\u00e1vamos come\u00e7ando o que chamamos de \u0093Catecumenato\u0094. Foi muito bonito. Ocupamos toda a Quinta-feira Santa, a Sexta-Feira e tamb\u00e9m o S\u00e1bado Santo com palestras. O sal\u00e3o do Instituto Salesiano ficou cheio. \u00c0 noite fizemos a vig\u00edlia pascal.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos do col\u00e9gio S\u00e3o Joaquim e fomos em prociss\u00e3o at\u00e9 o col\u00e9gio Santa Tereza, onde aconteceu a vig\u00edlia durante toda a noite. Foi assim que inauguramos o \u0093Catecumenato\u0094. Durante os anos de 1976 e 1977 houve catecumenato. Os pais, vendo a transforma\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios filhos, tamb\u00e9m quiseram participar. Adultos tamb\u00e9m foram entrando. Aconteceu ao p\u00e9 da letra:<\/p>\n<p><b><i>\u0093&#8230; tocados pela gra\u00e7a, descobrem pouco a pouco o rosto de Cristo e experimentam a necessidade de a Ele se entregar\u0094 (EM 44).<\/b><\/i><\/p>\n<p>Chegou um momento em que pensei: Tenho de lan\u00e7ar um desafio. \u00cdamos ter um \u0093catecumenato\u0094 interno, de um fim de semana inteiro, em Queluz (SP). Viajava de trem de Lorena (SP) a Queluz (SP). No trajeto senti forte esse desafio, mas para mim era absurdo faz\u00ea-lo: Quem iria deixar sua fam\u00edlia, sua casa e seus estudos para morar junto comigo em comunidade? Quem iria dedicar-se ao trabalho que est\u00e1vamos come\u00e7ando a fazer? Era t\u00e3o absurdo que pensei: \u0093Vou lan\u00e7ar o desafio. N\u00e3o ir\u00e3o aceitar. Se aceitarem, \u00e9 sinal de que o Senhor quer isso mesmo\u0094.<\/p>\n<p>Quando cheguei a Queluz, fiz o desafio, e uma grande quantidade de jovens aceitou, o que significa que realmente j\u00e1 estavam experimentando a necessidade de se entregar \u00e0quele Cristo que come\u00e7avam a descobrir. Na pr\u00e1tica, na hora de deixar a fam\u00edlia, de parar com os estudos, com o trabalho, com o namoro, nem todos aqueles, que tinham aceitado, puderam cumprir o compromisso. Mas n\u00f3s come\u00e7amos: \u00e9ramos exatamente doze!<\/p>\n<p><b>No dia 2 de fevereiro de 1978, est\u00e1vamos dando in\u00edcio \u00e0 Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova com nosso primeiro compromisso<\/b>. A art\u00e9ria j\u00e1 tinha sa\u00eddo do cora\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>Muitos fatos nos preparam para dar esse passo. N\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos encontros no col\u00e9gio S\u00e3o Joaquim, ou onde pod\u00edamos. Ped\u00edamos a Deus que nos desse uma casa. J\u00e1 t\u00ednhamos passado pela casa na cidade de Areias (SP), j\u00e1 t\u00ednhamos constru\u00eddo a casa de Queluz (SP); a pr\u00f3pria Associa\u00e7\u00e3o Can\u00e7\u00e3o Nova j\u00e1 existia. Mas a art\u00e9ria mesmo nasceu naquele 2 de fevereiro.<\/p>\n<div align=\"center\"><font color=\"#0033cc\"><font><strong><font><\/font><\/strong><\/font><\/font><font><strong><font color=\"#0033cc\"><font><strong><font><strong>    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca pretendi \u0093fundar\u0094 ou ser \u0093fundador\u0094. De certa maneira, essa id\u00e9ia at\u00e9 me repugnava. Simplesmente fui sendo d\u00f3cil \u00e0 condu\u00e7\u00e3o de Deus, que, hoje foi \u0093vigorosa\u0094. 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