Não podemos nos tornar escravos do medo

O grande mal do nosso século é a hipocondria (mania de doença). Muitas pessoas vivem com medo de ficar doentes. Qualquer dor que sentem já ficam apavoradas pensando logo ser algo grave. E se o médico pede algum exame específico, a pessoa já imagina o diagnóstico: estou com câncer, vou morrer…
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Monsenhor Jonas Abib

A nossa geração é abençoada e sempre será abençoada. Deus não criou a morte nem a doença. Não podemos nos deixar dominar pelo medo. “Deus criou o homem para ser incorruptível e o fez imagem daquilo que lhe é próprio. Mas, pela inveja do diabo a morte entrou no mundo” (Sb 2,23).
A Palavra de Deus nos diz que pela inveja do diabo a morte, a doença, a desgraça, a miséria, o sofrimento e a dor entraram no mundo. Deus criou o homem para ser imortal, incorruptível, saudável.

A arma que o demônio mais usa para atormentar os filhos de Deus é o medo: medo do futuro, medo de morrer, medo de traição, medo da calúnia, medo da velhice, medo de perder os pais, medo de desemprego…Medo!!!

Deus nos exorta a renunciar a todo e qualquer tipo de medo:
‘Todos os meus temores se realizam, e aquilo que me dá medo vem atingir-me’ (Jó 3,25).

Não podemos nos tornar escravos do medo; ao contrário, temos de lutar contra ele confiando em Deus. Na verdade, o que o inimigo quer é nos tornar escravos da doença para ficarmos mergulhados na autopiedade, revoltados com Deus e com as pessoas que estão à nossa volta. Se você está doente reze, peça oração e procure um médico. Ele possui os meios para nos ajudar; não se entregue ao desespero, pois a medicina provém de Deus (cf. Eclo 38, 9-12).

Na hora da dor abandone-se nas mãos do Senhor, lute para não murmurar e não entregue sua alma à tristeza; una-se à cruz de Cristo, oferecendo todo o seu sofrimento em desagravo aos pecados cometidos contra o Sagrado Coração de Jesus, pela conversão dos pecadores, conversão de seus familiares e pelas almas do purgatório, entregando tudo como sacrifício agradável ao Senhor.

“Os vossos arados transformai-os em espadas, e as vossas foices em lanças!
Mesmo o enfermo diga: Eu sou um guerreiro!” (Jl 4,10).

Deus criou o homem para ser incorruptível, em todos os seus membros. Foi pelo demônio que a morte entrou no mundo. Ele não é a favor da vida, da saúde, da felicidade. Por isso temos de combater as forças de morte com a oração.

Quantas mulheres testemunham que não conseguiam engravidar. Outras sofreram abortos. Mas quando clamaram a Deus a vitória aconteceu. São verdadeiros milagres que alcançamos por intermédio da oração.

Carla Valéria, da cidade de Montes Claros-MG, nos enviou o seu testemunho, louvando e agradecendo a Deus pelo milagre realizado em sua vida:

“Tenho 24 anos e quero testemunhar como a Canção Nova me ajudou a ser firme e perseverante na fé e no amor a Jesus. Casei-me aos 21 anos e desde o princípio queria muito ter um filho, pois amo crianças.

O tempo foi passando e nada. Resolvemos procurar um médico; iniciei uma série de tratamentos, tomei remédios e uma grande ansiedade tomou conta de mim, pois queria engravidar logo.

Dois anos se passaram e mesmo sendo fiel a Deus e rezar o terço todos os dias, continuava procurando médicos e remédios. Os tratamentos eram muito caros e não faziam efeito algum.

Fui à casa de minha mãe, que é uma telespectadora da TV Canção Nova e sentei-me ao seu lado para assistir à programação do dia 1º de maio. O Laércio estava conduzindo a oração da manhã e foi canal de graças em minha vida. Ele falou tudo o que eu estava precisando ouvir. Chorei muito e a partir daquele momento abandonei-me nas mãos do Senhor. Larguei todo o tratamento e passei a louvar e a agradecer a Deus por tudo. Com menos de três meses de abandono e firmeza na fé, Jesus já havia providenciado o fruto do nosso amor. Só descobrimos depois de dois meses e meio de gravidez. A minha felicidade foi tão grande que ao sair do laboratório fui direto ao Santíssimo, agradecer.

Tive uma gravidez muito tranqüila e me abandonei em Deus e Ele cuidou de tudo. O parto foi cesáreo, numa das segundas-feiras do mês de maio, e por providência e não coincidência, foi realizado no dia 1º de maio, quando fazia exatamente um ano que Jesus havia realimentado a minha fé”.

Eu lhe pergunto: quanto vale um filho? É isso que o Senhor nos dá quando confiamos e nos entregamos nas mãos d’Ele.

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